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Comportamento organizacional: saiba por que estudá-lo é tão importante

Entender o comportamento organizacional é essencial para qualquer empresa que deseja crescer, manter bons colaboradores e criar ambientes de trabalho equilibrados. Desde o primeiro contato com a cultura corporativa até as rotinas do dia a dia, o comportamento organizacional influencia diretamente a produtividade, o engajamento e o Bem-estar das equipes. Por isso, estudar esse tema é indispensável para líderes, gestores e profissionais de RH que buscam transformar pessoas e resultados.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, empresas com maior alinhamento entre cultura, valores e comportamento interno tendem a registrar menores índices de rotatividade e maior satisfação interna. Isso reforça como o comportamento organizacional impacta profundamente a experiência do colaborador.


O que é comportamento organizacional e por que ele importa

O comportamento organizacional envolve a forma como pessoas e grupos se relacionam, se comunicam, tomam decisões e constroem a cultura da empresa. Ele é uma soma entre:

  • missão, visão e valores;
  • perfil da liderança;
  • estilo de comunicação;
  • políticas internas;
  • atitudes e percepções dos colaboradores.

Quando esses elementos não são observados com cuidado, surgem conflitos, perda de motivação, queda de desempenho e dificuldades na retenção de talentos. Por outro lado, quando o comportamento é estudado e bem conduzido, o ambiente se torna mais saudável, produtivo e centrado no Bem-estar.


1. Para ter e reter os bons colaboradores

Antes de tudo, conhecer o comportamento organizacional facilita identificar quem realmente combina com a empresa. Isso acontece porque cada organização possui um perfil cultural específico mais formal, mais flexível, mais analítica, mais criativa ou mais hierárquica.

Segundo pesquisa da Michael Page (2023), 53% dos desligamentos voluntários no Brasil acontecem por falta de alinhamento cultural, não por questões técnicas. Ou seja, o talento até possui habilidade, mas não se adapta ao ambiente.

Assim, quando a cultura é clara:

  • o processo seletivo se torna mais assertivo;
  • as contratações deixam de ser aleatórias;
  • o risco de turnover diminui;
  • o colaborador permanece engajado por mais tempo.

2. Para oferecer benefícios realmente relevantes

Além de orientar contratações, o comportamento organizacional ajuda a definir benefícios mais estratégicos. Isso porque o valor de um benefício depende dos hábitos e expectativas do público interno.

Por exemplo:

  • Empresas com cultura de educação contínua se beneficiam ao oferecer bolsas de estudo, cursos e incentivos acadêmicos.
  • Negócios que incentivam o uso de transporte público podem apostar em cartões com múltiplos serviços, como o UpGo e o Up Alimentação.
  • Ambientes focados em Bem-estar se fortalecem ao oferecer programas de saúde, apoio emocional e atividades físicas.

Estudos de clima interno são fundamentais nesse processo. Segundo a consultoria GPTW Brasil, empresas que personalizam benefícios com base em comportamento organizacional têm até 40% mais engajamento interno.


3. Para construir um planejamento estratégico eficaz

Muitas empresas falham em seus planejamentos por ignorar o comportamento das pessoas que vão executar as metas. Quando não existe coerência entre expectativa e perfil da equipe, o resultado é frustração.

Por exemplo:

  • Metas ousadas demais para um time conservador geram estresse e baixa performance.
  • Metas muito simples para equipes proativas causam tédio, queda de engajamento e retração de resultados.

Assim, o estudo do comportamento organizacional permite criar metas mais realistas, motivadoras e compatíveis com a cultura da empresa. Dessa forma, o planejamento estratégico deixa de ser uma obrigação anual e passa a ser uma ferramenta viva, alinhada ao ritmo das pessoas.


4. Para se adaptar, evoluir e melhorar continuamente

A análise do comportamento organizacional também permite que a empresa evolua junto com as demandas do mercado. E isso precisa ser constante. Com a expansão do trabalho híbrido no Brasil, por exemplo, muitas empresas tiveram que repensar políticas internas, comunicação e gestão.

Um caso clássico é o da Yahoo, que, em determinado período, flexibilizou o trabalho remoto, mas posteriormente voltou atrás ao perceber queda de desempenho. A decisão e a revisão da decisão só foi possível porque a empresa monitorou o impacto do comportamento dos colaboradores.

Da mesma forma, empresas brasileiras vêm adotando modelos mais modernos, como:

  • liderança humanizada;
  • políticas de Bem-estar;
  • rotinas de feedback contínuo;
  • autonomia por entregas;
  • comunicação transparente;
  • treinamentos comportamentais.

Segundo a HSM Management, culturas que se adaptam rapidamente às tendências comportamentais têm 2,3 vezes mais chance de registrar crescimento acima da média.


5. Para criar ambientes mais saudáveis e produtivos

Quando o comportamento organizacional é compreendido, a empresa consegue atuar preventivamente em conflitos, falhas de comunicação e problemas de convivência.

Além disso:

  • o clima melhora;
  • a satisfação aumenta;
  • a colaboração se fortalece;
  • a produtividade cresce;
  • o Bem-estar se torna parte do dia a dia.

Ambientes que consideram aspectos comportamentais são também mais inclusivos, diversos e preparados para o futuro do trabalho.


Conclusão

Em resumo, estudar o comportamento organizacional é essencial para construir uma cultura forte, acolhedora e produtiva. Além disso, esse conhecimento orienta escolhas estratégicas de contratação, retenção, benefícios, planejamento e desenvolvimento humano. Empresas que compreendem como seus colaboradores se comportam crescem com mais consistência e constroem ambientes de verdadeiro Bem-estar.

Agora que você já sabe por que esse tema é tão importante, fica a pergunta:
como você descreveria o comportamento organizacional da sua empresa hoje?
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